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Resumo da semana no mercado financeiro 28/10 – 01/11/2019

Novamente tivemos uma semana de recorde na bolsa brasileira com o índice fechando em 108.408 pontos na quarta-feira(30). Houve um recuo na quinta-feira, com os investidores realizando lucros, mas os touros voltaram ao comando na sexta-feira, quando o Ibovespa flertou com novo recorde no intraday e fechou acima dos 108 mil pontos.

O destaque da semana fica para a super quarta-feira, dia em que o COPOM reduziu novamente a SELIC, de 5,5 para 5,0% ao ano, sinalizando nova redução de 0,5 ponto percentual na próxima reunião, em dezembro. Isso quer dizer que fecharemos o ano com a SELIC a 4,5% ao ano. Isso quer dizer que algumas aplicações financeiras passarão a ter juros reais negativos.

Explico: normalmente o CDI fica um pouco abaixo da SELIC, ou seja, provavelmente o ano se encerrará com o CDI a 4,4% ao ano. Aplicações de renda fixa são tributadas pelo Imposto de Renda, cuja alíquota decresce com o aumento do prazo da aplicação. Para aplicações de mais de 6 meses até 1 ano, a alíquota é de 20%. Ora, 20% de 4,4% é 0,88%. Assim, o rendimento líquido será de 4,4 – 0,88 = 3,52%. Pelo último relatório FOCUS do Banco Central, o mercado espera que a inflação em 2020 seja de 3,6%. Não precisa ser um gênio para perceber que o rendimento líquido de uma aplicação em renda fixa com rentabilidade de 100% do CDI e prazo de 1 ano é menor que a inflação, ou seja, o juro real será negativo.

Para a poupança a situação é ainda pior, pois ela rende 70% da SELIC, ou seja, 70% de 4,5%, que equivale a 3,15% ao ano, bem menos que a inflação projetada (3,6%).

O dólar recuou 0,36% na semana e fechou novamente abaixo dos R$4,00. Foi a primeira vez desde meados de julho que o dólar cai por duas semanas seguidas. A economia norte-americana apresentou bons resultados, o acordo comercial com a China parece estar mais próximo e S&P500 e Nasdaq bateram recordes após a divulgação de dados de emprego nos EUA. Os índices europeus também fecharam a semana no positivo.

Na quinta-feira (30/10) a Magazine Luiza informou fato relevante após o fechamento do mercado que fará oferta restrita de distribuição pública primária de 90.000.000 (noventa milhões) de novas Ações de emissão da Companhia (“Oferta Primária Base”), com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil em mercado de balcão não organizado. A preferência é dos acionistas, conforme posição em 30/10. Mas haverá outro posicionamento de prioridade em 07/11. Isso ocorreu um dia depois da divulgação do resultado trimestral da empresa, que reportou lucro líquido de R$235,1 milhões contra R$119,5 milhões em igual período de 2018, alta de 96,6%. Com isso, na sexta-feira as ações MGLU3 dispararam 5,71%.

O destaque negativo da semana foi o desempenho ruim da Suzano Papel e Celulose (SUZB3), que reportou um prejuízo bilionário no 3T19.

Para a próxima semana deveremos ter a divulgação do IPCA de outubro em 07/11 e mais resultados trimestrais das empresas listadas que ainda não o publicaram.

decor

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