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Resumo da semana no mercado financeiro: 25 a 29/Maio de 2020

B3: A bolsa brasileira teve bom desempenho nesta semana, em linha com os mercados globais, refletindo otimismo em relação à retomada da atividade econômica na Europa e à diminuição do impacto da pandemia nos EUA. O Ibovespa fechou a sexta-feira aos 87.402,59 pontos, tendo tido uma alta de 6,36% na semana e de 8,57% no mês de Maio. No ano, o índice ainda perde 24,42%, mas segue em trajetória de recuperação, apesar da crise política que passa o nosso país. As duas principais empresas listadas na B3 tiveram bom desempenho na semana. A Petrobras (PETR4) subiu 8,94%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 5,43%.
Dólar: Como normalmente acontece, quando a bolsa sobe o dólar cai, pois esses ativos são negativamente correlacionados. A moeda norte-americana fechou a sexta-feira cotada a R$5,3404 na venda, o que representa uma queda de 4,19% na semana e de 1,79% no mês. No ano, o dólar valoriza 32,85%. Essa queda do dólar parece seguir movimento de reversão de expectativas, acionamento de stop loss dos comprados e confiança de que o BC vai intervir para evitar a disparada da moeda.
Inflação: Foi divulgado pelo IBGE o IPCA-15 de Maio, que veio negativo: -0,59%. Esse indicador já havia registrado deflação em abril (-0,01%). Essa é a deflação mais intensa do Plano Real, justificada pela baixa demanda e pela fraqueza da economia brasileira por conta da pandemia do novo coronavírus. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% e, em 12 meses, alta de 1,96%, bem abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4% ao ano. Esse resultado gera expectativa de que o índice cheio do mês de Maio também seja negativo, o que reforçaria a ideia de que o COPOM deve reduzir ainda mais a SELIC na próxima reunião, em Junho. Veja no gráfico o comportamento do IPCA-15 desde Maio/2019.
PIB: Na sexta-feira o IBGE divulgou o PIB brasileiro referente ao 1T20, ou seja, o primeiro trimestre desse ano. O resultado veio em linha com o esperado, mas até um pouco melhor. A queda foi de 0,3% em relação ao 1T19 (a expectativa era de -0,4%). Em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 1,5%. Essa queda interrompe uma sequência de 3 anos de lenta recuperação da economia do país. O IBGE também divulgou dados revisados em relação PIB de 2019: no IT19, houve crescimento de 0,2% ao invés de 0,0%. No 2T19 não houve modificação, mas nos dois últimos trimestres a revisão foi para baixo: em 3T19 a alta foi de 0,5% (e não de 0,6% como havia sido divulgado) e no 4T19 a alta foi de 0,4%, contra 0,5% que havia sido divulgado anteriormente. Em relação à 2018, houve revisão dos números do último trimestre: houve uma queda de 0,1% ante leitura anterior de 0,0%. Veja no gráfico os resultados trimestrais do PIB anual do Brasil.
Covid-19: Brasil se aproxima dos 500 mil infectados, enquanto o número de óbitos atinge 30 mil. Esta semana eu mostro um gráfico de médias móveis do número de óbitos por dia. Você poderá observar na parte final (à direita) do gráfico, que a média móvel curta (vermelha) chegou a cruzar a média longa (verde) de cima para baixo no dia 27/05. Esse cruzamento poderia representar uma reversão da tendência de alta, mas não foi o que ocorreu. Na verdade, para o cruzamento representar uma reversão, ele deve ocorrer em uma tendência de baixa, o que não foi o caso. A média curta (vermelha) mudou seu curso e cortou a longa (verde) de baixo para cima logo em seguida, anulado o sinal de reversão da alta.
Gráficos da semana: IPCA-15 (dados de IBGE). PIB anual por trimestre (dados de IBGE). Covid-19 – mortes por dia no Brasil em médias móveis.

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