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Resumo da semana no mercado financeiro – 18 a 22/maio 2020

B3: A bolsa brasileira teve uma semana positiva, embalada pelas notícias de avanço no desenvolvimento de vacinas para o Covid-19 e pela perspectiva de retomada da economia nos países da Europa mais afetados pela pandemia, os quais começam a suspender as medidas de lockdown. Apesar dos problemas políticos no Brasil, que já parecem rotina desse atual governo, o clima ficou mais brando depois da reunião do presidente da república com os presidentes do Senado, da Câmara e com governadores o principal índice da bolsa subiu 5,95% na semana, acumulando uma alta de 2,07% no mês, mais ainda amargando uma queda de 28,94% no ano. Com isso, parece que o pior já passou. A queda vertiginosa dos 120 mil pontos para 63 mil pontos já engata uma recuperação, pois na sexta-feira o Ibovespa fechou a 82.173,21 pontos, como se pode ver no gráfico. As duas maiores empresas listadas na bolsa, Petrobras e Vale, subiram 8,86% e 4,62% respectivamente (PETR4 e VALE3).

 Dólar: a moeda norte-americana fechou a sexta-feira feira cotada a R$5,5739, marcando uma queda de 4,54% na semana. Houve diversas intervenções do Banco Central no mercado cambial, oferecendo contratos de swap e negociações em spot. O dólar também perdeu força em relação a outras moedas, mas a valorização da moeda brasileira teve destaque em temos comparativos com as dos demais países emergentes. Na quinta-feira, o real era a quinta moeda com melhor desempenho perante o dólar em um conjunto de 34 moedas. Declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dando conta de que o BC pode até intensificar sua intervenção no câmbio também ajudaram a segurar a cotação do dólar.

Crise política: Houve bastante apreensão no final do pregão da sexta-feira com a possível liberação pelo STF das imagens da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril no Palácio do Planalto. Todavia, após a divulgação das imagens e do áudio, as preocupações de arrefeceram e os índices futuros fecharam em alta na sexta-feira, com o mercado mais otimista com relação à ideia de não haver processo de impeachment.

Juros: Os juros dos diversos títulos do Tesouro Direto tiveram expressiva queda nesta semana (veja gráfico). As declarações de Roberto Campos Neto, presidente do BC, foram decisivas para derrubar os juros de longo prazo, na expectativa de que o Banco Central possa acionar operações de twist, comprando títulos de longo prazo e vendendo os de curto prazo.

Covid-19: Enquanto os países europeus seguem em ritmo de recuperação da atividade econômica na medida em que conseguem aplicar medidas de arrefecimento do lockdown previamente decretado, o Brasil patina na tentativa de controlar o avanço da pandemia. O número de óbitos continua crescendo e já passa dos 20 mil. Eu fiz um estudo que mostra que o comportamento histórico da série temporal dos óbitos mensais no Brasil tem uma tendência de crescimento (veja gráfico). Contudo, independente desse crescimento que não ocorre por conta da pandemia, o Covid-19 acrescentou muitos milhares de óbitos nessa conta, elevando em cerca de 5,4% o número de mortes esperadas para os meses de março e abril.

Gráficos da semana: Ibovespa (fonte: B3); Taxa de remuneração do título pré-fixado 2023 do Tesouro Direto nos últimos 30 dias (fonte: https://www.tesourodireto.com.br/titulos/historico-de-precos-e-taxas.htm); Número de óbitos por mês no Brasil de janeiro/2015 a abril/2020 (fonte: elaboração própria com dados de https://transparencia.registrocivil.org.br/registros).

decor

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