fbpx

Resumo da semana no mercado financeiro 09 a 13/março/2020

Resumo da semana no mercado financeiro   09-13 mar 2020

B3: A bolsa brasileira, assim como as principais bolsas do mundo, teve grande volatilidade durante a semana, provocada principalmente pelo avanço da epidemia (agora pandemia) provocada pelo novo coronavírus e pela queda expressiva no preço do petróleo no mercado mundial, provocada pela disputa comercial entre Rússia e Arábia Saudita. O mecanismo de circuit break, que é acionado quando a queda do índice ultrapassa os 10%, foi utilizado por 4 vezes durante esta semana. Na quinta-feira, o Ibovespa fechou aos 72.582,53 pontos, a menor cotação de fechamento desde meados do ano passado. Na sexta-feira o mercado mostrou recuperação e subiu 13,91%, fechando a semana aos 82.677,91 pontos. Na semana, a queda do índice foi de 15,63% e, no mês, a baixa acumulada é de 20,63%. Uma das ações que mais sofreu foi a da Petrobras PN (PETR4), que caiu 33,77% na semana. As companhias aéreas também foram fortemente afetadas, a Gol (GOLL4) caiu 47,55% na semana, enquanto a Azul (AZUL4) caiu 33,94%. Outra a ação que sofreu forte queda foi a da CSN (CSNA3), que caiu 27,99%. A maioria das ações que compõem o Ibovespa caiu entre 10% e 20%. Uma ação que foi bastante resiliente foi a da Vale (VALE3), que caiu “apenas” 5,22% na semana. Especialistas costumam dizer que quedas como essa podem representar boas oportunidades de compra, contudo é esperado que o mercado ainda trabalhe com forte volatilidade nas próximas semanas.

Dólar: a moeda norte-americana valorizou-se 0,566% na sexta-feira, fechando a semana cotada a R$4,8128 na venda. Na semana, a valorização foi de 3,86% e, no mês, a alta acumulada foi de 7,40%. Vale ressaltar que durante o pregão de quinta-feira, o dólar chegou a ultrapassar os R$5,00. O Banco Central brasileiro interviu no mercado ofertando a moeda norte-americana na forma de contratos de swap cambial, o que acabou por suavizar a alta expressiva do dólar.

Inflação: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro teve alta de 0,25%, depois de variar 0,21% em janeiro. Foi o menor resultado para um mês de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%. No ano, o IPCA acumulou alta de 0,46% e, nos últimos 12 meses, de 4,01%, abaixo dos 4,19% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido 0,43%. As informações foram divulgadas pelo IBGE no dia 11/03. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro variou 0,17%, enquanto, em janeiro, havia registrado 0,19%. Esse resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2000, quando ficou em 0,05%. A variação acumulada no ano foi de 0,36% e, nos últimos 12 meses, apresentou alta de 3,92%, abaixo dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2019, a taxa foi de 0,54%.

SELIC: O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil vai se reunir nos dias 17 e 18 de março, quando decidirão se a taxa básica de juros (SELIC) permanece no mesmo patamar atual (4,25% ao ano) ou se será reduzida. A expectativa ao final da última reunião era a de que o ciclo de baixa havia terminado, mas a desaceleração econômica provocada pelo avanço da pandemia do COVID19 têm feito diversos analistas apostarem em uma nova redução.

Gráficos da semana: IPCA/INPC (elaboração própria com dados do IBGE); SELIC (fonte: BCB); Petróleo (WTI, fonte: Investing.com); Ibovespa, evolução no último mês (fonte: B3).

SELIC  
decor

Leave a comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.