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Resumo da semana no mercado financeiro 02 a 06/março/2020

B3: A bolsa de valores sofreu com as notícias relacionadas ao novo coronavírus e o medo em relação aos impactos na economia mundial, o que provocou grande volatilidade nos mercados mundiais, impactando bastante o Brasil. O Ibovespa fechou a sexta-feira aos 97.996,77 pontos, registrando uma queda de 5,93% na semana. Como é de costume, nem todas as ações caíram, mas são poucas as que operaram no azul esta semana, entre elas a Ambev (ABEV3), com alta de 5,36%, a Raia Drogasil (RADL3), com alta de 2,71%, a indústria Weg (WEGE3), com alta de 2,02% e a Vale (VALE3), com alta de 0,68%. Ações que caíram pouco: Laboratórios Fleury (FLRY3), queda de 0,67% e Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), queda de 0,63%. Entre as maiores quedas, tivemos: Banco Inter (BIDI4), queda de 18,03%, Gol (GOLL4), queda de 17,77%, Azul (AZUL4), queda de 17,46%, Via Varejo (VVAR3), queda de 16,29%. De resto, a Magazine Luiza (MGLU3) caiu 10,27%, a Petrobras (PETR4) caiu 9,91% e o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 9,73%. Não há perspectiva de melhora enquanto os mercados permanecerem avessos ao risco. No ano, o Ibovespa já caiu 15,26%

Dólar: A moeda norte-americana fechou a sexta-feira cotada a R$4,634 na venda, registrando alta de 3,41% na semana. Houve intervenções do Banco Central no mercado cambial, vendendo contratos de swap para tentar segurar a cotação, mas mesmo assim o dólar atingiu a cotação nominal máxima histórica durante a semana: R$4,651 na quinta-feira.

Petróleo: Registrou grande queda devido a divergências entre os países que compõem a OPEP, em especial a Rússia, que operou sem respaldo dos demais países, assumindo uma postura de “cada um para si”.  O petróleo tipo Brent, negociado na bolsa de Londres, caiu 9,4% na sexta-feira aos US$45.54. Já o WTI dos EUA caiu 10,1% aos USD41.61. Os dois tipos de óleo já caíram mais de 30% no ano.

IPO: A emprese de mineração Aura Minerals pediu na CVM o registro para IPO (Oferta Pública Inicial) de recibos BDR no Brasil. A companhia opera minas no Brasil, México e Honduras.

PIB: O IBGE divulgou o PIB brasileiro do 4T19, que registro alta de 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No ano de 2019, a alta do PIB brasileiro foi de 1,1%, em linha com o esperado pelo mercado. Em valores correntes, o PIB de 2019 foi de R$7,3 trilhões, com valor per capita de R$34.533, alta de 0,3% no ano. Foi o terceiro crescimento anual consecutivo, mas ainda não foi suficiente para anular as fortes quedas registradas em 2015 e 2016.

Juros: O Banco Central dos EUA (Federal Reserve) fez uma reunião extraordinária esta semana e cortou em 0,5 ponto percentual a taxa de juro do país, que passou para a faixa entre 1,00 a 1,25% ao ano. O motivo para a queda, apontado no comunicado do banco, foi os riscos que a expansão do COVID19 traz para a economia. Já o Banco Central do Brasil soltou um comunicado à imprensa no dia 03/03 no qual revê a posição adotada na ata da última reunião do COPOM. O BCB afirmou que, “À luz dos eventos recentes, o impacto sobre a economia brasileira proveniente da desaceleração global tende a dominar uma eventual deterioração nos preços de ativos financeiros”. O mercado interpretou que poderá já haver novo corte na SELIC na próxima reunião do COPOM, que será de0 19 a 20/03/2020.  

Gráficos da semana: Petróleo Brent, variação semanal; PIB do Brasil, de 2012 a 2019; COVID19, casos ativos, total de casos e total de mortes.

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