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Resumo da semana no mercado financeiro – 01 a 05/junho/2020

B3: A bolsa brasileira teve uma semana de alta expressiva, registrando resultado positivo todos os dias e fechando a sexta-feira aos 94.637,06 pontos, depois de ter atingido os 97.000 pontos no intraday. Na semana, a alta acumulada foi de expressivos 8,28% e, no ano, a queda reduziu-se a 18,17%. Foi a terceira semana seguida de alta e uma sequência de 6 pregões sucessivos em patamares positivos. As duas maiores empresas listadas na bolsa, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), registram alta de 8,65% e 3,04% respectivamente. O bom desempenho da B3 fez com que o Goldman Sachs classificasse, em relatório, o Ibovespa como preferido no mercado acionário dos países emergentes, com a melhor oportunidade de recuperação. Com os juros em patamares muitos baixos no Brasil e zerados ou negativados em países ricos, a bolsa se torna mais atraente, oferecendo uma opção mais lucrativa no curto prazo. Tanto é que nesta semana houve entrada de investidores estrangeiros que aportaram quase R$1 bilhão na terça-feira. O sentimento é o de que o pior já passou em relação à crise provocada pela pandemia do Covid-19 e, embora o Brasil ainda esteja com o número diário de novos casos aumentando, muitos setores da economia recomeçam a operar e gerar expectativa de que o cenário vai ficar mais favorável.

Dólar: A moeda norte-americana acelerou a queda frente ao real e voltou a valer menos de R$5. Na sexta-feira, o dólar fechou a R$4,9877 na venda, registrando queda de 6,60% na semana. Trata-se da terceira semana seguida de queda, com o cenário externo mais otimista e o risco país do Brasil caindo abaixo de 350 pontos no dia 04/06 na escala EMBI+ do JP Morgan (veja gráfico). Além das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio, contribuiu para a queda do dólar o fluxo cambial líquido positivo verificado no mês de maio, com mais de 3 bilhões de dólares de superávit (o primeiro desde julho de 2019).

Via Varejo (VVAR3): A empresa controladora das Casas Bahia, Ponto Frio e outras divulgou fato relevante aos seus  acionistas e ao mercado em geral que, em 3 de junho de 2020, em reunião do Conselho de Administração da Companhia, foi aprovada a realização de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, de emissão da Companhia, todas livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames, com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476 (“Oferta Restrita”). A Oferta Restrita consistirá na distribuição pública primária de, inicialmente, 220.000.000 Ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada em mercado de balcão não organizado. A quantidade  de  Ações  da  Oferta  Base  poderá,  a  critério  da  Companhia,  em  comum  acordo  com  os Coordenadores  da  Oferta,  ser  acrescida  em  até  35%,  ou  seja,  em  até  77.000.000  ações  ordinárias  de  emissão da Companhia, nas mesmas condições e pelo mesmo preço das Ações da Oferta Base, as quais serão  destinadas  a  atender  eventual  excesso  de  demanda  que  venha  a  ser  constatado  no  momento  em  que for fixado o Preço por Ação. O período de reserva começou em 04/06 e vai até 10/06. O preço por ação será fixado em 15/06 e as novas ações passarão a ser negociadas em 17/06, com liquidação financeira ocorrendo em 18/06. O mercado reagiu positivamente à notícia, fazendo o preço as ações da Via Varejo subir 19,76% na semana, recuperando os preços do início de março/2020 (ver gráfico).

Petróleo e Petrobras: Os contratos futuros de petróleo Brent e WTI tiveram alta nesta semana, fechando a sexta-feira e USD42,30 e USD39,55, respectivamente. A alta na semana foi de 19% para o Brent e de 11% para o WTI. Segundo os analistas, a OPEP e a baixa taxa de desemprego nos EUA impulsionaram o mercado. No âmbito interno, a Petrobras exportou um recorde de 1,1 milhão de toneladas de óleo combustível em maio, superando em mais de 10% a melhor marca anterior. Em meio a isso, os preços médios dos combustíveis nos postos do país avançaram mais de 1% em relação à semana anterior, configurando a segunda semana consecutiva de alta, provocada pelos aumentos sucessivos de preços pela Petrobras às distribuidoras.

Gráficos da semana: Via Varejo (VVAR3) em alta (fonte B3). Risco Brasil em queda (fonte: IPEADATA/JP Morgan). Dólar em queda frente ao real (fonte: : https://countryrisk.io/app/countries/bra/dashboard/).

decor

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