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Resumo da semana: 11 a 15/maio/2020

B3: A bolsa brasileira fechou a sexta-feira em queda de 1,84% aos 77.556,62 pontos. Na semana, a queda do índice foi de 3,37% e, no mês, o Ibovespa caiu 3,66%. No ano de 2020, a queda acumulada é de 32,94%. Enquanto outras bolsas pelo mundo recuperam-se na medida em que a crise provocada pelo Covid-19 esboça uma reversão, no Brasil as coisas ainda não melhoraram e ainda temos o agravante da crise política, que esta semana ganhou mais um capítulo com a saída do ministro da saúde um mês depois de ter assumido o cargo. Neste último mês, tivemos três trocas de ministros e muitas acusações pairam sobre o presidente da república, atiçando o fogo da incerteza e da aversão ao risco. Com isso, o investidor estrangeiro continua tirando seu dinheiro do país, especialmente dos ativos de risco, entre os quais a bolsa de valores.

Dólar: a moeda norte-americana fechou a sexta-feira cotada a R$5,8392, registrando na semana uma alta de 1,73%. Ao longo da semana, a cotação chegou a flertar com os R$6,00 e o Banco Central interveio diversas vezes oferecendo contratos de swap e em leilões spot. A intervenção mais ousada ocorreu quando a cotação chegou à máxima de R$5,9718, dando a entender que haveria um limite tolerável pelo BC em R6,00. O real é a moeda que mais se desvaloriza perante o dólar entre os principais países emergentes e, neste ano, a desvalorização acumulada de nossa moeda é de 45,25% até o momento.

Risco-país: Antes da pandemia do coronavírus o Brasil despontava com uma grande chance de crescimento econômico, mostrando uma perspectiva de ajuste fiscal e equilíbrio de sua economia, a ponto de se pensar em recuperar o grau de investimento perdido na crise do impeachment de 2016. Assim, no começo de fevereiro, as taxas do CDS operavam aos 92 pontos, seu menor nível em 10 anos. CDS é uma sigla para Credit Default Swap, um derivativo de 5 anos que protege contra calotes na dívida soberana do país. A deterioração do cenário político, econômico e de saúde do nosso país fez essa taxa superar os 400 pontos em meados de abril, o mesmo nível do início de 2016. Embora esteja agora oscilando próximo aos 355 pontos, nada no horizonte leva a crer que o pior já tenha passado…

Petrobras: A estatal brasileira de petróleo divulgou seus resultados do iT20, reportando um prejuízo de R$48,5 bilhões no trimestre, tendo sido severamente afetada pela queda livre dos preços do petróleo no mercado mundial. No mesmo período do ano passado, a empresa reportara lucro de R$4,21 bilhões. Na sua projeção o preço do petróleo deve se recuperar gradualmente, estabilizando-se em USD50 no longo prazo. No final de 2019, o preço do barril estava em USD65 e caiu a USD20 em abril, provocando fortes perdas financeiras para as empresas do setor no mundo todo. Nas últimas duas semanas houve uma recuperação do preço, o que fez a empresa aumentar o combustível para as refinarias, mas a queda no ano ainda é grande e há muito a recuperar nos próximos meses.

Covid-19: A despeito das notícias alarmantes de crescimento do número de infectados e de mortos pelo novo coronavírus, uma análise quantitativa racional se faz necessária. Com esse objetivo, eu calculei a taxa de crescimento dos novos infectados no Brasil e na Itália desde a notificação do primeiro caso. Na Itália, essa notificação se deu em 20 de fevereiro e o lockdown foi decretado em 09 de março. No Brasil, a primeira notificação se deu em 26 de fevereiro e as medidas restritivas de isolamento social começaram em 16 de março em São Paulo, epicentro da epidemia no Brasil. Desde a data da primeira notificação, dividi o período em intervalos de 10 dias para acompanhar como evoluiu a taxa de crescimento de novos infectados tanto no Brasil quanto na Itália. Essa taxa decresce no Brasil e, no último período, que vai de 06 a 15 de maio, chegou ao seu valor mínimo de 2,44% ao dia, depois de decrescer a partir do segundo período (de 07 a 16 de março), quando chegou a espantosos 30,92% ao dia. No caso da Itália, as medidas restritivas do lockdown fez a taxa de crescimento ficar negativa já no 5º período (de 21 a 30 de março), e seguiu decrescendo até maio. O gráfico mostra o comportamento da taxa de crescimento de novos infectados no Brasil e na Itália ao longo dos 8 períodos analisados.

Gráficos da semana: 1. Taxa de novos infectados no Brasil e na Itália em % ao dia, elaboração própria com dados de www.worldometers.info. 2. Petróleo WTI – USA, fonte: www.investing.com. 3. Ibovespa. Fonte: B3

decor

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