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Notícias do mercado – resumo da semana 09-13/12/2019

COPOM, EUA-CHINA, rating, bolsa, dólar, etc.

A semana parecia que ia ser tranquila, sem grandes novidades, mas na realidade não foi bem assim.

Na quarta-feira (11) o COPOM encerrou a última reunião do ano e comunicou uma redução da taxa SELIC para 4,5% ao ano, nova marca mínima histórica. O mercado já esperava essa redução, assim a única novidade foi o relatório apresentado, que não prevê mais reduções nas próximas reuniões, pois isso depende do comportamento da inflação, do dólar, do PIB, etc.

No mesmo dia o banco central dos EUA (FED) comunicou a manutenção da taxa básica de juros entre 1,5% e 1,75%, em linha com o esperado pelo mercado, encerrando um ciclo de afrouxamento monetário (dovish).

Também no dia 11 a agência de risco Standard & Poor’s (S&P) decidiu elevar a perspectiva de classificação de risco do Brasil de ‘estável’ para ‘positiva’, mantendo a nota em BB-, o que significa três níveis abaixo do grau mínimo de investimento. Autoridades econômicas brasileiras comemoraram o feito, acreditando que começou uma ascensão que levará o país de volta ao grau de investimento. O ministro Paulo Guedes afirmou que estamos “a caminho do upgrade” na nota de crédito do país.

A agência Bloomberg informou que o presidente norte-americano Donald Trump assinou um acordo com a China para postergar o aumento de tarifas que entraria em vigor dia 15. Apesar de ainda não haver confirmação por parte da China, os mercados repercutiram bem a notícia, com S&P 500 e Nasdaq atingindo novos recordes no dia 12.

No Reino Unido o partido do primeiro ministro Boris Johnson conseguiu maioria no parlamento nas eleições, o que vai facilitar o Brexit no início de 2020, assim como garante o Johnson no posto mais elevado do governo britânico.

O Ibovespa bateu dois recordes seguidos na quinta e na sexta-feira, chegando a 112.565 pontos. Vários analistas esperavam que a bolsa brasileira atingiria esse patamar somente no final do ano, mas o cenário externo positivo contribuiu para o otimismo dos investidores. A alta acumulada do índice na semana foi de 1,295%. O dólar, por sua vez, desvalorizou 0,85% na semana, fechando a sexta-feira cotado a R$4,1096.

Na quinta-feira, enquanto a bolsa batia recorde, Via Varejo liderava as altas subindo mais de 8%, quando próximo do fim do pregão a empresa soltou um comunicado informando que uma investigação independente havia encontrado indícios de fraude contábil que causaria um impacto entre R$1,2 e R41,4 bilhão já no 4T19. Com isso, o papel reverteu a alta e despencou 3,1% na última hora do pregão. Entretanto, a corretora XP, que é dona de 7,23% das ações da Via Varejo informou que o efeito caixa negativo é, na realidade, de R$900 milhões a ser desembolsado no intervalo de 3 a 4 anos. A XP informa ainda que ganhos relacionados a créditos fiscais (R$600 milhões) e benefícios de recuperação de impostos (R$270 milhões) têm efeito combinado capaz de anular a quase totalidade do efeito negativo no caixa. Em seu relatório, a XP afirma ainda que “dessa forma, reiteramos a nossa recomendação de compra para as ações da Via Varejo (VVAR3) e preço alvo de R$12,00 por ação”. Diversas análise publicadas pelo site infomoney reiteravam o otimismo com o papel, recomendando compra. Por fim, foi divulgado no comunicado da Via Varejo que a suposta fraude contábil era devida à gestão anterior (do Pão de Açúcar) e na da atual gestão (da família Klein). O GPA/Casino (Grupo Pão de Açúcar) por sua vez se eximiu de responsabilidade pela fraude. Fato é que na sexta-feira (13) a ação VVAR3 voltou a subir forte registrando alta de 8,7% e fechando o pregão a R$10,87.

Outros destaques da sexta-feira: Petrobras (PETR4) caiu 3,2% com a notícia de que o BNDES estuda vender até todas as ações ordinárias que detém da empresa. Já a Vale (VALE3) subiu 1,53% devido à alta dos preços do minério de ferro na China. Magazine Luiza (MGLU3) teve bom desempenho, avançando 2,59% ao anunciar um plano de lançar novos produtos financeiros para clientes e vendedores de seu marketplace. Cielo, (CIEL3), por sua vez, subiu 4,52% após anunciar parceria com a carteira digital das Lojas Americanas e da B2W.

decor

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