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TESTE – VOCÊ FAZ UMA BOA GESTÃO DO STRESS?

Você faz uma boa gestão do stress?

Você é ou está estressado?

As pessoas usam a palavra “estresse” para descrever uma grande variedade de situações – desde seu toque de telefone celular enquanto você está falando em outro telefone até os sentimentos associados a sobrecarga de trabalho intenso, ou a morte de um ente querido.

Definimos estresse como uma condição ou sentimento experimentado quando a pessoa percebe que “as demandas excedem os recursos pessoais e sociais que o indivíduo é capaz de mobilizar”. Em termos menos formais, nos sentimos estressados quando sentimos que “as coisas estão fora de controle”.

A nossa capacidade de lidar com as exigências impostas à nós é o que determina como será nossa experiência com o estresse. Por exemplo, iniciar um novo trabalho pode ser uma experiência totalmente excitante se tudo na sua vida estiver estável e positivo. Mas se você começar um novo emprego quando você acabou de mudar-se para uma nova casa ou se estiver enfrentando problemas de dinheiro, talvez você ache isto muito difícil de enfrentar.

O quanto destas situações você suporta até explodir? Sabemos que nem todas as situações incomuns tem o mesmo grau de dificuldade de lidarmos. Por exemplo, comparar o estresse do divórcio com o de uma mudança de responsabilidades no trabalho. Diante disso, você precisa ser capaz de avaliar e medir o sua carga de estresse de forma adequada.

Para fazer exatamente isso, oferecemos a vocês uma adaptação do teste elaborado pelo Serviço de Psicologia do Hospital do Coração. Esta ferramenta nos ajuda a medir a carga de estresse que carregamos, ou nossa propensão a ele, e a pensar sobre o que devemos fazer a respeito. Dedique alguns poucos minutos a realiza-lo e comece a desenhar o caminho de uma ótima qualidade de vida

 

Fundamentos do Stress e Burnout

por Simone Yazbek

”O ser humano é capaz de adaptar-se ao meio ambiente desfavorável,
mas esta adaptação não acontece impunemente.” (Lennart Levy)

Atualmente, o grande desafio do homem moderno é obter o maior rendimento possível sem prejuízos para a saúde. Vivemos em uma época em que a competitividade e a busca por atingir metas – às vezes irreais – alavancam as engrenagens no âmbito corporativo, e é cada vez mais difícil encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, produtividade e saúde. E, quando um desses elementos não está em harmonia, a qualidade de vida fica prejudicada. Sofre a pessoa. Perde a empresa. Desgasta a família.

O conceito de stress não é novo, mas foi apenas no início do século XX que estudiosos das ciências biológicas e sociais iniciaram a investigação de seus efeitos na saúde física e mental das pessoas. A definição mais comumente aceita do stress, atribuída principalmente à Lazarus, (1993), é a de que o stress é uma circunstância ou um sentimento experimentado quando a pessoa percebe que as demandas excedem os recursos pessoais e sociais que o indivíduo está habilitado a mobilizar. Já para Hans Selye, o stress é qualquer adaptação requerida à pessoa. Esta definição apresenta o stress como um agente neutro, capaz de se tornar positivo ou negativo de acordo com a percepção e a interpretação de cada pessoa.

O stress positivo, chamado de eustresse, assim como o negativo, chamado de distresse, causam reações fisiológicas similares: as extremidades (mãos e pés) tendem a ficar suados e frios, a aceleração cardíaca e pressão arterial tendem a subir, o nível de tensão muscular tende a aumentar, etc.

Os aspectos positivos do stress, o eustresse, motivam e estimulam a pessoa a lidar com determinada situação, mantendo a percepção mais aguçada, concentração focal e envolvimento maior no objetivo proposto em busca da superação de si próprio. No entanto, é alto o preço pago por isto. Nem sempre os profissionais conseguem distinguir o stress positivo, o eustresse, do negativo, o distresse, que acovarda o indivíduo, o intimida, faz com que ele fuja das situações. O stress que anteriormente era uma válvula propulsora, passa a atuar como uma chama que queima o pavio de forma descontrolada.

Na psiquiatria, o stress é entendido como um estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável caracterizado por irritabilidade, distúrbio de sono e do apetite, dificuldade na concentração e preocupação exagerada com relação a situações triviais. Em geral, há queda no rendimento com diminuição da memória e impotência sexual.

Todos os estudos na área apontam que o stress é um desequilíbrio físico e mental, podendo ser desencadeado por uma situação súbita ou por situações conflitantes contínuas e seguidas. Se o desequilíbrio for restabelecido em curto prazo, não há dano para o organismo. Mas se isto não ocorrer, surgem doenças e consequências piores para a pessoa. As causas deste desequilíbrio são internas e externas, sendo o perfeccionismo, a tecnologia, mudança de hábitos e a violência alguns deles. Segundo Lipp, 2003, no Brasil os estudos apontam que 32% da população sofrem com os sintomas deste mal.

O Burnout, consumir-se em chamas, é um tipo especial de stress ocupacional de caráter persistente vinculado a situações de trabalho, resultante da constante e repetitiva pressão emocional associada ao intenso envolvimento com pessoas por longos períodos de tempo. As características predominantes são o profundo sentimento de frustração e a exaustão em relação ao trabalho desempenhado, sentimentos que aos poucos podem se estender a todas as áreas da vida de uma pessoa.

É importante destacar que inicialmente o problema do burnout foi observado em ocupações relacionadas a cuidados pessoais e serviços assistenciais, profissões que têm em comum um foco no fornecimento de auxílio e prestação de serviços a pessoas necessitadas. Atualmente, à medida que outras ocupações se tornaram mais orientadas para um atendimento ao cliente “personalizado”, o fenômeno do burnout tornou-se relevante também em outras áreas ocupacionais.

A preocupação com o fenômeno do burnout deveria ser maior, pois os custos envolvidos tanto para a organização quanto para o funcionário são muito grandes. A minimização do desempenho no trabalho, com qualidade da produção reduzida, problemas de relacionamentos tanto com a equipe quanto com os familiares e consequentemente os problemas de saúde do trabalhador estão se agravando.

Concluindo, administrar os seus níveis de stress de forma adequada nos dias de hoje é vital, desde que você lembre-se que o stress está lá por uma razão. Você deve preservar-se, no sentido geral, e não permitir que o stress coloque sua vida em desequilíbrio. Boa alimentação, dormir tempo o suficiente, praticar alguma atividade física com frequência, são algumas práticas que vão diminuir imediatamente os níveis de stress.

Existem também ferramentas específicas e habilidades que você pode desenvolver para combater os efeitos nocivos do stress em uma abordagem a longo prazo, reservando-lhe mais energia e entusiasmo para lidar com praticamente qualquer situação que possa aparecer. Nós ajudamos você a fazer isto.

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